2.01.2009

Evitar Problemas de Crédito numa Altura de Crise Económica

6 etapas simples para se livrar de dívidas para sempre.

Com a crise financeira mundial, o crédito ao consumo está a sofrer consequências, é mais difícil obter créditos, e também é mais difícil pagá-los.

Infelizmente, em alturas difíceis, muitas pessoas recorrem a cartões de crédito para fazer face às despesas ... e acabam por entrar num buraco sem fim.

Já aconteceu a todos, comprar coisas a crédito quando não temos outra forma de as pagar. Não estou a falar de TVs de plasma (embora muitas pessoas se endividem por esses bens), mas para pagar facturas médicas e outras necessidades que tais, e mesmo tendo a perfeita noção que não se deve gastar dinheiro que não se têm, por vezes é difícil não cair na armadilha dos cartões de crédito. Como resultado, fiquei com uma grande dívida, e uma das maiores decisões da minha vida foi a de me livrar de cartões de crédito e começar a pagar a minha dívida.

No início deste ano, finalmente eliminei algumas dívidas, e comemorei o facto. Mas não foi fácil. Foram precisas algumas decisões difíceis, muitos sacrifícios, e mudar alguns hábitos.

Eu recomendo que pague as suas dívidas e consiga manter-se sem dívidas, especialmente com a economia mundial a passar por estes tempos difíceis. Não vai querer ter muitas dívidas para pagar se por algum azar perder o seu emprego.

O Melhor a fazer: Tornar-se livre de dívidas, com um bom fundo de emergência e um pequeno orçamento. Torne as suas finanças pessoais à prova de recessão económica.

Veja como chegar lá em seis passos:

1. Reduzir os gastos. O primeiro passo é parar de aumentar a dívida. Se está a tentar sair do buraco, tem que parar de cavar primeiro. Tome a decisão de não voltar a usar o seu cartão de crédito, salvo em situações de emergência. Corte alguns dos seus gastos, de alguma forma, para poder começar a tentar sair da dívida. Tenha atenção às suas despesas durante uma semana ou duas, anotando cada compra, para que possa perceber em que gasta o seu dinheiro. Algumas sugestões para cortes: Comer fora, saídas, revistas, cafés ou outras bebidas, doces, chocolates ou pastilhas, gadgets, roupa e outras aquisições não-essenciais, só para citar alguns. Não estou a sugerir que nunca mais saia para jantar fora ou para se divertir com os amigos -, mas que pode cortar nesse tipo de despesa (pode ir jantar a restaurantes mais baratos, ou sair à noite menos 1 vez por mês). Descubra outras maneiras para se divertir que não custem tanto.

2. Criar um fundo de emergência. Com o dinheiro que poupa na Etapa 1, começe um fundo de emergência o mais rapidamente possível. Imaginemos que tem €200 por mês que consegue poupar, com cortes em despesas específicas. Agora ponha esses €200 num fundo de poupança todos os meses, e dentro de 5 meses terá um fundo de emergência de €1000. Isto é extremamente importante, porque haverá sempre emergências inesperadas que surgem (despesas médicas, a revisão do carro, uma inundação em casa, etc.) e o que acaba por acontecer quando não se tem um fundo de emergência é utilizar cartões de crédito para pagar estas despesas. Se tiver um fundo de emergência, pode evitar aumentar o buraco quando estas despesas inevitavelmente surgirem. Mais sobre como criar um fundo de emergência aqui.

3. Faça da eliminação da dívida uma prioridade. Depois de poupar um pequeno fundo de emergência (€ 1000/ R$1500 é bom para começar, mas consoante as suas possibilidades €500/ R$ 750 já é uma boa quantia), comece a canalizar dinheiro extra para o pagamento de dívidas. Torne-o numa prioridade absoluta, ou não vai conseguir. Isso significa fazer esse pagamento sempre no inicio do mês, quando recebe o ordenado: crie um pagamento automático para pagar uma quantia extra sobre a dívida que quer eliminar primeiro, (eu aconselho que começe com os cartões de crédito). Continue a pagar o mínimo na outras dívidas por enquanto, e depois de acabar com essa dívida, mantenha o mesmo método para outra ... e assim por diante, até que todas as dívidas estejam pagas (Claro que dívidas como o crédito habitação demoram anos e anos a serem pagas, não se concentre nessas). Se começar com dívidas menores vai ver mais rápidamente resultados e manter-se motivado.

4. Ajuste o seu estilo de vida. Enquanto no Passo 1 lhe pedi para encontrar formas de diminuir os gastos imediatamente, há mais alterações a longo prazo que pode fazer, e que terão um grande impacto sobre os seus gastos. Por exemplo, se tem um carro grande, como uma carrinha, mas a sua familia é constituida por 3 pessoas, pense se realmente necessita de ter um carro desses e pondere trocar para um carro menor e mais barato, pondere também os consumos de gasolina na sua escolha de trocar de carro ou não.

Também pode pensar em mudar-se para uma casa mais pequena e livrar-se de um monte de coisas que só provocam desarrumação e desorganização na sua casa e que ocupam muito espaço. Pode fazer mais refeições em casa ao invés de comer fora, comprar roupas de qualidade que durem mais em vez de comprar roupas novas o tempo todo, e decidir que não necessita realmente de um computador novo, TV plásma, Jogos de video, ou um telemóvel topo de gama – o que já tem funciona suficientemente bem (enquanto não se avariar definitivamente claro). Estas mudanças podem demorar tempo, mas reajustar o seu estilo de vida às suas possibilidades pode trazer enormes dividendos ao longo do tempo.


5. Fazer sacrifícios e comprar a pronto. Este é um hábito extremamente importante que pode tornar-se a pedra base de todo este plano. Muitas pessoas compram por impulso e pagam com cartões de crédito para que possam ter agora o que desejam, mas que raramente necessitam. Raramente é preciso fazer uma compra de imediato. Um hábito saudável é esperar até que tenha dinheiro suficiente para comprar o item em dinheiro. Adquira o hábito de esperar. Claro que precisa de uns sapatos novos, mas não pode esperar ao dia de pagamente e ter os €50/R$100 para os comprar? Sim, pode. Claro que eventualmente vai precisar de um novo computador, mas pode poupar até ter o dinheiro suficiente para o comprar? É possível (Foi assim que comprei o meu laptop, a pronto). Também é possível ficar com o seu carro durante mais algum tempo e economizar o suficiente para comprar seu próximo carro a pronto, (pode contar com o dinheiro que fará ao vender o seu carro actual, só precisa de poupar a diferença). A solução é esperar, poupar, e comprar a pronto. E também deixar o cartão de crédito em casa.

6. Faça a promessa de se afastar do crédito. Algumas dívida são inevitáveis - por exemplo o crédito habitação ou para fazer obras em casa, estes empréstimos são geralmente vistos como dívidas aceitaveis, especialmente se as taxas de juros forem baixas. Mesmo os empréstimos automóveis não são necessariamente maus, embora, como eu disse anteriormente, seja possível poupar dinheiro suficiente para comprar um carro usado decente a pronto, e evitar contrair mais uma dívida. Mas uma dívida de cartão de crédito raramente é desejável. Não digo que nunca deve usar cartões de crédito - obviamente elas são convenientes para compras on-line ou em viagem, embora para estes efeitos possa usar um cartão de débito na maioria dos casos. Mas o meu conselho é ter apenas um cartão de crédito (cancele todos os outros), e manter o saldo a zero. Use só quando tiver o dinheiro no banco e, em seguida, pague-o imediatamente para evitar o pagamento de juros. Não utilize o cartão de crédito quando não tem dinheiro - isso só vai levar a problemas. Faça essa promessa a si próprio, e vai evitar os problemas de crédito e estar em boa forma financeiramente, quer a recessão o atinja ou não. E não se esqueça de deixar o cartão de crédito em casa.

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