2.07.2009

Seis Passos para Manter as Finanças Saudáveis no Seu Relacionamento

Se tem ou teve um relacionamento por muito tempo, especialmente se casou ou vive junto, certamente já teve alguma discussão causada por dinheiro.

Uma das maiores causas de problemas nos relacionamentos são as diferenças nos valores, objectivos e hábitos relativamente ao dinheiro, e também a comunicação sobre questões de dinheiro.

Dinheiro não pode comprar-lhe o amor, mas certamente pode acabar com ele.

A vossa relação ficará muito mais sólida se aprenderem a falar sobre dinheiro, e a alinharem as vossas metas financeiras, para evitar discussões e desacordos.

Esse é o objectivo deste post, em duas etapas simples: aprender a falar de dinheiro, e aprender a alinhar os vossos objectivos financeiros. Se conseguirem fazer as duas coisas, vão conseguir mais do que a maioria dos casais, e vai ser uma grande ajuda para manter o vosso relacionamento saudável.

1. Sentem-se e falem sobre objectivos financeiros. Muitos casais frequentemente negligenciam este passo, mesmo que pareça bastante óbvio e do senso-comum. Mas como falar de finanças pode ser desconfortável, deixam essas coisas importantes por falar, e muitas vezes nem sequer pensam nisso individualmente. Esses objectivos acerca de dinheiro existem, mas não são planeados. É um erro, porque enquanto uma pessoa pode querer ser frugal, e poupar para as futuros objectivos, o outro pode querer gastar e apreciar as coisas no momento, enquanto sabe que pode. As diferenças no modo de lidar com o dinheiro muitas vezes vêm de educações diferentes, e podem representar uma grande carga emocional (veja o próximo passo para saber mais sobre isso). Mas falar e conciliar os objectivos não
tem de ser difícil. Basta dizer ao seu parceiro que gostaria de se sentar e ter uma conversa sobre o futuro - quais são os vosso objectivos individuais e como casal e como podem trabalhar em conjunto, como uma equipa, para alcançá-los. Podem começar por apenas dizerem as coisas que cada um quer - uma casa, filhos, educação superior para as crianças, um fundo de emergência , bom carro, viajar todos os anos, roupas, aparelhos electrónicos e computadores, etc. De seguida, comecem a definir prioridades, e vejam que pontos têm em comum. Se os dois quiserem coisas diferentes, é importante que falem sobre os motivos, e considerar os desejos da outra pessoa. Se isso é o que faz com que a outra pessoa seja feliz, então aceite, porque certamente é isso que também deseja, que o outro seja feliz - isso é a base de um bom relacionamento. Mas também deve ser capaz de ser feliz. Ambas as partes devem ser consideradas, e devem procurar uma solução em que os dois saiam a ganhar ou pelo menos chegar a algum tipo de compromisso. Podem ser necessárias varias conversas e muita reflecção sobre os vossos desejos e objectivos até chegarem a alguma conclusão, quando o conseguirem é útil ecreverem as vossas decisões e fazer um calendário.

2. Ao falar de finanças deixem as emoções de lado. Desde a primeira conversa sobre objectivos financeiros, até aos pontos de situação semanais (ver Etapa 5), é importante que os dois tenham calma, não se magoem ou zanguem por qualquer das questões, e tentar ver as coisas de forma objectiva. Muitas vezes, as questões financeiras estão misturadas com todos os tipos de problemas emocionais, decorrentes de infância, de questões de segurança, por sentir que vai ser sempre críticado pela maneira como gasta ou não o seu dinheiro. Estas questões emocionais, estão bastante relacionadas com as questões financeiras, e é importante que as separem, e lidar apenas com os objectivos financeiras e em estabelecer hábitos. Primeiro, não se emocione nem use um tom acusatório. É importante não críticar ou culpar a outra pessoa. Só é preciso falar sobre questões financeiras, desenvolver um plano para atingir esses objetivos, arranjar um sistema para lidar com as finanças, e assim por diante. Tente também não se sentir como se estivesse a ser atacado, se a outra pessoa falar dos seus objectivos ou hábitos – lembre-se que é um debate aberto, e se se sentir sob ataque, pare e respire fundo, e lembre-se que a discussão não é sobre a sua pessoa, mas sobre a forma como os dois em conjunto têm de agir para cumprir os vossos objectivos. Mais uma vez, pense nisso como um esforço de equipa não como um duelo com o seu companheiro.

3. Criar um plano para alcançar os vossos objectivos. Quando conseguirem definir as vossas metas financeiras (É um enorme passo, e uma razão para comemorar!), precisam de um plano para chegar lá. Têm de ter em conta os rendimentos conjuntos, as dívidas e empréstimos, a poupança, o quanto podem guardar mensalmente para amortizar as dívidas ou por na poupança, se cada um vai abdicar de certas coisas para conseguirem atingir os vossos objectivos, em quanto tempo querem atingir esses objectivos, e assim por diante. Comecem por ter um horizonte temporal definido para cada objectivo e, em seguida, descobrir o quanto precisam para de poupar por mês para o atingir. Criar um plano de gastos mensal é muito útil, e depois é só ajustá-lo para cumprir os objectivos. Podem ter de cortar em algumas coisas, ou precisar de rendimentos extra, ou ambos. Ou podem descobrir que os vososs objectivos não são realistas e que é necessário reajustá-los, rever as prioridades, ou modificá-los um pouco. Este plano serve para balaçar as suas despesas diárias e mensais com os seus objetivos de longo prazo. É também uma óptima maneira de resolver disputas menores de curto prazo – "Eu vou comprar menos sapatos, e tu menos jogos de vídeo, para que possamos mudar de casa daqui três anos e viajar nas próximas férias."

4. Desenvolver um sistema de finanças que funcione para os dois. A fim de colocar o seu plano financeiro em acção, precisam de descobrir como vão pagar as contas, as dívidas, colocar dinheiro na poupança, ter dinheiro para as despesas normais (como gasolina, mercearia e comer fora), e assim por diante. Cada um deve assumir a responsabilidade de cada parte do sistema (é melhor que os 2 participem, mas descubram o funciona melhor para vocês como casal). Um pode ir ao banco e pagar as contas, enquanto o outro regista os gastos e se reponsabiliza por organizar as facturas em casa, por exemplo.

5. Tenham reuniões financeiras regulares. Isto é muito importante, e é um passo que muitos casais ignoram. Só por terem objectivos financeiros comuns, um plano e um sistema para fazer as coisas, isso não significa que está tudo a correr bem. Se só uma pessoa assume a responsabilidade pelas finanças, por exemplo, e o outro está fora do esquema, então provavelmente vão aparecer problemas pelo caminho. Acontece frequentemente, um dos parceiros cuidar das finanças e o outro ficar na ingnorância e depreocupado ... até que derepente descobre que têm muitos pagamentos atrasados e que estão á beira da falência. Isso não faz nenhum bem á relação. Para evitar problemas como este, tenham uma reunião semanal ou mensal onde se sentem e conversem sobre as vossas finanças. Podem aproveitar para rever as contas, os gastos pessoais, que despesas extra estão para chegar nas próximas semanas que precisam acrescentar ao orçamento, quais as áreas problemáticas, o que fazer com o seu bónus anual, onde estão relativamente aos vossos objetivos, e assim por diante. Certifique-se de que estão os 2 a par de tudo, e que trabalham como uma equipa.

6. Acima de tudo, permanecer positivo e ser honesto. Lembrem-se: vocês são uma equipa. Vocês têm os mesmos objectivos e ambos querem que o outro seja feliz. Podem ajudar-se mutuamente, e encorajar um ao outro, ou podem agir individualmente, culpando o outro, e trabalhando contra os objectivos comuns. Mas se permanecerem positivos, vão ter sucesso como uma equipa. Concentrem-se em arranjar soluções quando os problemas surgirem, em vez de se culparem. E sobretudo não se esqueçam que o amor é o alicerce de tudo o que fazem.





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