10.12.2009

Assertividade - Parte 2


Siga-me no Twitter e Facebook.


Aqui fica como prometido a segunda parte do artigo sobre Assertividade escrito por Caroline Schneider

Muitos de vocês devem perguntar: Como que é que ser assertivo, me pode ajudar?

A pessoa assertiva é capaz de agir em favor de seus próprios interesses, de se afirmar sem ansiedade, de expressar sentimentos sinceros e pensamentos sem constrangimento, de exercer os seus direitos sem violar os do próximo. Em poucas palavras, a assertividade é a arte de ser objetivo.

Quem tem um comportamento assertivo possui uma posição de conciliação, onde as duas partes saem a ganhar, ou seja, a pessoa beneficia-se e beneficia o outro. Sendo assim, a pessoa assertiva aprende a dar e a receber em igualdade com o próximo.

Algumas dicas básicas para ser uma pessoa assertiva:

1- Analise a situação como um todo, para entender bem o que está a acontecer;

2- Veja o que quer realmente dizer;


3- Avalie o que deseja ou qual a intenção do seu discurso;


4- Pense na melhor maneira de falar sobre o assunto, seja claro e objetivo;


5- Pense no tom de voz, nos gestos e expressão facial, que deverão ser coerentes com o que está a sentir;


6- Fale e ao mesmo tempo observe a reação do outro;


7- Aguente a ansiedade que isso poderá gerar e avalie seus sentimentos depois de dizer o que estava a sentir.

Ser assertivo não é fácil, pois nossa história de vida muitas vezes nos ensina o contrário e talvez por isso, sentimos um ‘bloqueio’ quando queremos ser assertivos. Há sempre um impasse quando queremos dar nossa opinião ou expressar os nossos sentimentos. É importante vencer essas barreiras, pois quando não somos assertivos, tendemos a desenvolver comportamentos passivos ou agressivos perante determinadas situações ou pessoas.

Agora deve estar-se a perguntar: “Como é que eu faço para ser assertivo?”

Primeiro, é preciso perceber (discriminar) os nossos sentimentos. Se soubermos o que sentimos, já temos meio caminho andado. Então, a próxima questão é se devemos ou não mostrar isso ás pessoas. A melhor resposta para esta pergunta é: fale sempre; ou melhor, prefira dizer, sempre que possível, o que esta a pensar ou sentir. “Tirar a limpo” algum assunto é sempre preferível, do que calar, tanto tanto em relações interpessoais que envolvem relacionamentos afetivos como nas profissionais.

Dê sempre uma resposta que esteja perto daquilo que sente ou pensa. Chegue o mais próximo disto, procurando não ser agressiva.

Vem, então, o segundo passo. Chama-se treinar.

O treino em assertividade pode ajudá-lo a conviver melhor com as pessoas e consigo mesmo. Se consegue determinar os seus limites, expressar as suas satisfações e insatisfações, não há necessidade de engolir sapos, explodir, agredir ou dramatizar; basta aprender a comunicar de forma apropriada.

Uma das estratégias que ajuda a iniciar este treino é observar pessoas que admiramos e que têm facilidade em agir de forma como gostaríamos. Imitar um modelo é uma das formas mais rápidas e fáceis de aprender um comportamento. É claro que não imitamos exatamente da mesma forma, pois ao usarmos um modelo anexamos também, as nossas próprias características. Por isso somos tão diversos.

Atenção: A escolha de comportamentos a serem modificados deve seguir uma ordem progressiva, isto é, escolher interações simples (ex. pedir informações) e que, aos poucos, vão aumentando a sua complexidade até que o indivíduo se sinta à vontade em situações mais desafiadoras (ex. discordar do chefe).

Assim, são necessários pelo menos seis passos para nos modificarmos:

1- Aprender que os nossos comportamentos são aprendidos e podem, portanto, ser modificados;


2- Identificar quando somos assertivos, agressivos ou passivos e em que situações isto ocorre;


3- Selecionar um comportamento passivo ou agressivo para iniciar o treinamento. É importante que o comportamento escolhido não seja de grande dificuldade;

4- Observar modelos que desempenham bem o que queremos atingir;


5- Treinar;

6- Selecionar o próximo comportamento (que seja um pouco mais difícil) que desejamos treinar e assim sucessivamente, até ficarmos satisfeitos com o nosso desempenho e com a nossa forma de agir.

As conseqüências positivas do comportamento assertivo podem ser o aumento da autoconfiança e da realização pessoal, redução da depressão e da ansiedade social. É importante lembrar que a assertividade é uma habilidade aprendida.

Caso ainda tenha dúvidas sobre se deve ou não investir algum tempo e esforço na tentativa de mudar seu comportamento, pense nas diversas situações de sua vida profissional e pessoal em que a sua falta de assertividade fez com que não conseguisse obter o resultado desejado e sentir-se verdadeiramente realizado com suas conquistas. Quantas vezes teve que “engolir” a raiva gerada pelo sentimento de que deveria ter dito algo que não disse naquela determinada hora? Quantas vezes se viu “obrigado” a fazer determinadas coisas por não ter tido a coragem de dizer não para alguém? São muitos os exemplos, mas o mais importante é que pensemos sobre o assunto e busquemos trazer a assertividade para as nossas vidas para que possamos não apenas expandir nossa inteligência emocional, mas principalmente desenvolvermos relações interpessoais mais autênticas, harmoniosas e prazeirosas na vida pessoal e profissional.


E lembre-se, é fundamental mudar o DIÁLOGO INTERIOR – de negativo para positivo; e ter em consideração os seus DIREITOS e os do outros e desenvolver a AUTO-ESTIMA.

Veja aqui a primeira parte do artigo

Leia também:

» Como Aceitar Críticas com Graciosidade e Apreço

» Como Acabar Com as Desculpas

» 25 Maneiras de Aumentar a Sua Auto-Confiança

» 11 Maneiras de Curar o Síndrome de "Qualquer Dia"

4 comentários:

  1. Olá!
    Belissimas informações!
    Deviam ensinar estes temas... na escola tb!
    Provavel/te haveria menos idas ao psicologo/psiquatra...
    Bjs e boa semana

    ResponderEliminar
  2. Concordo...é o que tento fazer há muito tempo, só não sabia que se chamava "assertividade".
    Para mim telefonar para alguém desconhecido, ter uma reunião de trabalho, etc, era um verdadeiro problema. Hoje já ultrapassei algumas dessas coisas, resta-me continuar a melhorar, por isso obrigada pelo post!

    ResponderEliminar
  3. Creio que tenho muito que aprender sobre esse tema ,mas será que depois da terceira idade ainda é tempo? criamos barreiras, difíceis de serem quebradas. Muito bom este tema , afinal aprender é sempre bom.

    ResponderEliminar
  4. Ane, nunca é tarde demais para melhorar a nossa vida, e a forma como lidamos com os outros. Claro que é dífícil, mas é sempre, não importa a idade.

    ResponderEliminar