2.17.2011

Fique quieto.

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Fique quieto. Só por um momento.

Escute o mundo ao seu redor. Sinta sua respiração, para dentro e para fora. Ouça os seus pensamentos. Veja os detalhes à sua volta.

Faça as pazes com o não fazer nada.

Neste mundo moderno, a actividade e o movimento constante são o nosso padrão, se os nossos corpos não estão em movimento, pelo menos está a nossa mente, e a nossa atenção. Passamos o dia todo a correr, a fazer coisas, a conversar, a ver o e-mail, a enviar e ler mensagens no facebook, no google, de página para página, de um link para o outro.

Estamos sempre ligados, sempre conectados, sempre a pensar, sempre a falar. Não há tempo para ficar quieto - e estar sentado em frente de um computador, frenético, durante todo o dia e, em frente da televisão, hiperativo, não conta como estar quieto.

Isso tem um custo: perdermos o tempo para a contemplação, para observar e escutar. Perdemos a paz.

E pior ainda: toda essa correria é muitas vezes contraproducente. Eu sei que na nossa sociedade a acção é muito importante - a inércia é vista como preguiça e a pessoa sente-se passiva e improdutiva. No entanto, demasiada acção, por vezes é pior do que nenhuma acção. Você pode correr loucamente, cheio de fúria, mas acabar sem ter nada feito. Ou pode fazer muita coisa - mas nada de importante. Ou pode piorar as coisas com as suas ações, tornar as coisas piores do que se tivesse ficado quieto.

E quando somos forçados a ficar quietos - porque nós estamos numa fila para alguma coisa, ou à espera de uma consulta médica, ou de um comboio ou autocarro - muitas vezes ficamos nervosos, e sentimos necessidade de encontrar algo para fazer. Algums têm dispositivos móveis, outros terão um caderno ou pasta com coisas para fazer ou ler, os outros ficam simplesmente aborrecidos. Estar assim quieto não é algo que estejamos acostumados.

Tire um momento para pensar sobre como você passa o seu dia - no trabalho, depois do trabalho, à noite e aos fins de semana. Está constantemente a correr de um lado para o outro? Está constantemente a ler e a responder a mensagens, a ver as notícias e as últimas informações? Está sempre a tentar conseguir fazer uma data de coisas, a querer riscar tarefas da sua lista como uma máquina?

É assim que quer passar a sua vida?

Se assim for, faça-o. Se não for, tire um momento para ficar quieto. Não pense no que tem a fazer, ou no que já fez. Basta estar no momento.



Então, depois de passar um minuto ou dois a fazer isso, contemple a sua vida, e pense em como gostaria que ela fosse. Veja como seria a sua vida com menos movimento, com menos coisas a fazer, menos pressa. Medite nisso com mais calma, mais contemplação, mais paz.

Então seja essa visão.

É muito simples, na verdade: tudo que tem de fazer é parar um pouco a cada dia. Quando se acostumar a isso, tente fazer menos em cada dia. Respire fundo quando sentir que está a fazer demasiado, e muito rápido. Acalme-se. Esteja presente. Encontre a felicidade agora, neste momento, em vez de esperar por ela.

Saboreie a quietude. É um tesouro, que está sempre disponível para si.

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